O jogadores seleccionados para representar Portugal no Euro 2004 foram hoje distinguidos pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique.
No seu discurso, o Presidente enalteceu o sentido de "auto-exigência", "consciência de dever" e "patriotismo" dos jogadores, deixando ainda algumas palavras de homenagem aos portugueses. "Portugal celebrou, dentro e fora do campo, a grande festa do futebol, numa organização elogiada em todo o mundo e classificada, pela própria UEFA como a melhor de sempre. Portugal ganhou este desafio tão exigente", sublinhou.
Mas Sampaio aproveitou ainda para deixar um apelo ao país para o futuro: "É preciso saber aproveitar este impulso e essa energia para outros projectos, outras tarefas, outras ambições".
Tem toda a razão Sr. Presidente!
Nos últimos anos fizemos dois grandes projectos que foram coroados de êxito: a Expo98 e o Euro2004. Já provamos que, quando arregaçamos as mangas, somos capazes de grandes projectos e árduas tarefas.
O problema parece estar nas médias e pequenas tarefas. Coisas que não são “grandes” parece que continuam a não merecer o nosso grande empenhamento.
Esquecemos que milhares de pequenas tarefas podem originar um grande projecto. Ou seja, raciocinamos sempre de cima para baixo e não de baixo para cima. Talvez porque partindo de baixo a planificação e a organização pareçam mais difíceis. Talvez porque a grandeza das “pequenas coisas” não nos seduza. Talvez seja apenas uma questão de mentalidade.
No entanto, é imperioso que todas as tarefas, todas as actividades e todos os projectos em que nos envolvemos, no dia a dia, sejam levados a cabo, com a qualidade de planificação, de organização e de desempenho que caracterizaram estes dois eventos acima mencionados.
Há que mudar em alguns aspectos a mentalidade com que encaramos a vida e o nosso bem estar, presente e futuro.
Aproveitemos a dica do Dr. Jorge Sampaio e usemos esta “energia” para melhorar o nosso Portugal, tanto a nível político, como económico e social.
Esperemos que o nosso Presidente use essa tal energia da melhor forma para a “grande tarefa” que herdou recentemente e que a decisão que tomar seja aquela que melhor sirva os interesses do povo português.
Depois de toda, ou quase toda a população ter apoiado arrebatada e entusiasticamente a equipa nacional de futebol, é da mais elementar justiça que a outra equipa, a que nos governa, saiba corresponder às justas aspirações daqueles que, de uma forma abnegada, não regatearam o tremendo apoio àqueles que tinham uma grande tarefa em mãos.
O tempo o dirá se somos dignos uns dos outros, os governantes e governados.
Tem toda a razão o nosso Presidente, foram duas realizações com as quais provamos ao mundo que também temos capacidade e engenho para o fazer. Venham outras para que possamos trazer o tão almejado turismo a Portugal.
Afixado por: congeminações em julho 5, 2004 07:45 PMO presidente, tem de continuar a ser um homem sensato.
Mas é já tempo, de arriscar alguma coisa.
E o tempo é claramente de mudança!